domingo, 19 de setembro de 2010

Que fofinha !

- Filha, eu faço o bolo na forma quadrada ou na que tem um furo no meio?
- Sei lá mãe, faz na que tem furo.
- Mas na quadrada ele apronta mais rapidamente.
- Então faz na quadrada, mãe.
- Tá bem.

Vou explicar para que faça um pouco mais de sentido:
Na sexta foi meu último término com meu ex (ok, ok, pode rir). Tentamos nos dar diversas chances pra reconstruir nossa relação, mas muita gente se meteu, muitos erros foram agregados aos que já existiam e o amor foi se perdendo; acabou de vez, de verdade, sério. De março pra cá foram exatamente cinco términos (aaah, tá de sacanaagem!) e o mais estranho é que todos eles me fizeram sentir muita dor, por mais calejada que eu esteja, doeu de verdade e ainda dói. O que mudou dessa vez com essa "experiência" foi a forma de externar essa dor, sinto-me um pouco mais madura, mais tranquila e mesmo que eu sinta que seja o fim do mundo (um pouco tranquila eu disse), ninguém liga pra isso, a pobreza no continente africano continua eminente, as tartarugas do Nordeste continuam morrendo depois de engolir sacolas plásticas lançadas ao mar e as criancinhas do INCA continuam a fazer quimioterapia e lutar por suas vidas.
Mas eu tô aqui. O coração apertado (de novo). Saudade louca. Solidão que me agarra. Pra mim é o maior problema do mundo sim! E a chuchuzinha da minha mãe fazendo de tudo pra que eu não me sinta só (inclusive mantendo diálogos sem noção, só pra eu não ficar calada); fez bolo pra engordar as mágoas e me deu mimo até que as lágrimas secassem; tanto chamego me remeteu a um comercial da Dona Benta (farinha de trigo) em que as bolotas de farinha batem um papo. Minha mãe é minha bolota-de-farinha-de-trigo-que-tenta-alegrar-minha-vida preferida (oi?!) ... aain fofonilda!!!

Pra quem não lembra aqui está o vídeo:
(Fala sério, não é de enxer o coração de farinha, quer dizer, de amor?! Aaain ...)

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Ahá Uhú ...

O dia oito de setembro (ignorem que hoje é dia dez!) não poderia passar em branco, tendo em vista que se trata do dia mais lindo, o dia mais feliz, o dia em que todos me paparicam horrores, o dia em que eu ganho presente, o dia em que o mundo foi brindado com a minha presença ... meu aniversáriooo (sério Jul? dã).
Parabéns pra mim!
2.3 com a bagagem de 2.1000 hehe.
Já comemorei loucamente! Só não conto os detalhes sórdidos (sempre quis falar isso) porque esse é um blog de família (ou seja, não anônimo). Tudobem, fiz uma "soci" para os mais chegados e parti pra um sambinha delícia, nada de detalhes sórdidos, só falei porque acho o máximo falar "detalhes sórdidos" (já havia dito que sempre quis falar isso...).
E as comemorações continuam ...

p.s. ainda aceito presentes ;)
p.s. 2 amanhã (onze) o "Gosto" faz um aninho de vida! Parabéns pra ele também! Êêêêêê!!!!!

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Cristal

Se você é tão imperfeito, se nossos signos não combinam e parecemos cão e gato, porque eu não te esqueço?!
Passe quem passar, falem o que falar, pra mim é inconcebível ficar longe de você.
No fundo eu sei que a probabilidade de não dar certo é imensamente maior, que TODOS podem estar certos e eu errada ... somos mais teoria que prática, somos murro em ponta de faca, somos queda de braço, mas ninguém lê meus pensamentos como você, com direito a vírgula e ponto de exclamação; ninguém sabe dos meus gostos e até minha posição de dormir ... não como você.
É o fim ... agora é sério, não é? Nunca vou te entender ... não nesse aspecto.
Mesmo sabendo que não é o certo, ainda quero você aqui, pra mim, pro meu amor, pro meu carinho, pra me consolar. Você é meu único consolo pra dor de não ter você.
Ai moreno, te adoro. E te quero tão bem que estremece a alma.
Mas se é pra tirar meu samba do teu repertório, deixa a nega caminhar sozinha. O som de nenhum timbau será como o seu. Nunca. E eu não vou esquecer das nossas canções... nem as tristes e principalmente as mais felizes. Nunca.
Se é pra ir, vá. Mas com paz no coração e sem alterar o timbre , vou te pedir ... não volta mais, tá?! Te esquecer é impossível, mas você precisa ser encaminhado à um novo setor dentro de mim. Permita que eu destrua esse amor que cisma em pulsar. E pra que isso seja definitivo, definitiva precisará ser também a sua ausência.
Por ora, sua morena te ama, é louca por você e tá com muita saudade.
Mas se não for pra voltar. Repito, não volte.
Quando parar de doer eu aviso.
Vou dormir agora, mas antes tentarei ainda juntar os cacos desse cristal ... ainda estão espalhados pelo chão do meu quarto.

domingo, 29 de agosto de 2010

Permissão

"As atitudes que tomam com você, são aquelas que você permite que sejam tomadas."
Isso nunca fez tanto sentido. Mas evitar qualquer atitude é sinônimo de evitá-lo em minha vida e eu precisei passar por uma situação drástica pra tomar essa decisão de uma vez por todas.
Eu permiti que ele voltasse à minha vida, com um pouco mais de maturidade, algumas exigências, mas tudo pra me proteger de mais um doloroso desfecho. Não adiantou.
Ontem ele provocou uma das piores cenas de ciúme que eu já presenciei na vida. Foi um papelão. Fui ridiculamente exposta. E ainda assim o amo. Falta de amor próprio eu garanto que não é. Nunca fui tão amada por mim mesma e nunca estive tão segura das minhas escolhas, do que eu quero pra minha vida. Amo sei lá por qual motivo. Amo pelos bons momentos, pela afinidade. Amo porque amo, ué. Mas ao longo desse ano foram tantas picuinhas, tantos desentendimentos, calúnias etc etc etc, que eu cansei. Cansei seriamente. E dessa vez eu desisto da gente... desisto da gente porque não posso desistir de mim. Infelizmente o meu bem estar entrou em conflito com esse relacionamento, as duas coisas já não coexistem em harmonia. E eu fico comigo.
É uma pena ter que abrir mão de alguém que se pareça e se afinize tanto com você. Mas eu tento lembrar dos nossos bons momentos e já não consigo mais, esses apesar de muito intensos, se postos em uma balança não superam os de atrito. E agora a bola da vez é o ciúme. Ele que o cega, que o descontrola. Quando ele fica "possuído" por isso, por essa vibração horrível, as vezes nem lembra das besteiras que fez ou falou. E é o ciúme que gera a desconfiança, que gera o ciúme, que vira desconfiança, que se transforma em ciúme ... um círculo vicioso que só Deus sabe aonde acabaria, mas que com certeza está acabando com o amor que ainda nos resta. E infelizmente eu não posso ajudá-lo. Não posso ficar dando provas de bom comportamento, mostrar que ando na linha, provar por "a mais b" que sou uma boa menina. Não posso porque isso se reflete em minha conduta. Não preciso provar algo que já faço... quando me disponho a entrar numa relação é porque vou levar a sério. Confiança é uma das coisas que acontece naturalmente, não precisa ficar tentando provar. Eu tô tranquila com a minha consciência; sei da minha dignidade e do meu caráter, sei a mulher que fui pra ele. Sendo assim, ele precisa reconhecer seus próprios defeitos (assim como reconheço os meus) e procurar uma ajuda psicológica e também espiritual. O primeiro passo da cura, é reconhecer que se tem um problema, se isso não acontece ninguém pode te ajudar. Primeiro ajudar a si próprio para que alguém possa também fazer isso por você.
Queria que não acabasse por aqui. Ele apesar de tudo, é especial pra mim. Mas a vida é assim mesmo, um eterno "perde ganha" (num dia você perde, no outro tu apanha). Valho demais pra passar por uma situação dessas de novo ou algo pior.
"As atitudes que tomam com você, são aquelas que você permite que sejam tomadas."
E enquanto sua conduta assim for, não te permito mais em minha história. Mas te desejo felicidade, meu menino e quando essa confusão que te toma acabar, sua permissão em minha mente será retomada (mesmo que até lá você queira apenas minha amizade), falo da mente, porque meu coração é sua morada, ali mesmo que eu quisesse, não poderia te impedir de viver.
Que Deus te guarde.

domingo, 8 de agosto de 2010

Fossa again?!

Tem vezes que o dia seguinte é foda (boca suja! hunf). É quando você para pra pensar em quão vazios podem ser os "romances de uma noite só". Ainda levanto a bandeira do carpe diem, mas hoje excepcionalmente tô curtindo uma fossa básica. Vontade de dividir os bons acontecimentos que têm invadido minha vida com alguém. Vontade de abraçar sem hora pra largar e beijar sem me incomodar com o que os outros podem pensar. Bateu saudade de quem foi e anseio por quem não vem e talvez nunca virá.
Saudade do seu cheiro, do carinho despretensioso e do cavalheirismo que te é peculiar.
Mas hoje mais do que nunca estou certa do que quero. Tô decidida a te tirar de mim de uma vez por todas. Vai embora cara! Não tá me fazendo bem... e se você realmente quer me ver feliz, se afasta. E não volta. Se não for assim, essa droga de ferida nunca vai cicatrizar, vai doer pra sempre. Preciso matar esse amor agora pra ele "reencarnar" na hora certa. E se não voltar, é porque fui ainda mais sábia, é porque não era pra ser.

Ah, ontem...! Mais um sábado ... bom como sempre! Na primeira etapa da noite, um forró que me encharcou de endorfina (aquilo que me falta na tpm hehe ... ainda falarei muito sobre isso!), pessoas queridas e uma vibe incrível. Na segunda, o sorriso bobo que sem nem desconfiar me faz feliz demais, mais duas amigas que fazem de tudo pra que meu mundo esteja sempre cor de rosa, mais música e muita risada!
Sou feliz mesmo. Sortuda. Mas é aquilo: "sorte no jogo...". Ontem conversando com um conhecido, me fora dito que não se pode ter tudo na vida e felicidade plena no amor, é coisa de novela (Maneco, de Juli pra Helena ... topas?!). E ele tá certíssimo. Viver o momento e aproveitar enquanto ele não acaba, é o lema.
A fossa continua, mas pelo menos tenho as melhores recordações do mundo! Tô vivendo minha juventude, sem passar em vão pela existência. Vou continuar assim, levando da melhor forma possível e focando o pensamento na mudança do ditado para: "sorte no jogo e muuita sorte no amor".
E só pra complementar, faço minhas as palavras de uma sábia ruivinha: "mas enquanto estou viva e cheia de graça, talvez ainda faça um monte de gente feliz!!".
Bons ventos sempre chegam. Tô no aguardo.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

T(otalmente) P(irada) e M(aluca)



Irritada (irritadíssima), sensível, mau humorada, triste, carente, gorda, faminta e louca. Sou a mulher tpm.
Numa queda brutal dos meus níveis de serotonina e endorfina, pego criancinhas pra fazer mingau, ou na falta delas, sacrifico sem piedade meu santo regime de cada dia e caio de boca num prateirão de yakissoba caseiro (só não foram dois ou três, porque esconderam de mim ... sente a pressão!) e de sobremesa aquela mousse repleta de calorias, isso tudo as 23:00, horário em que meu organismo já está morto de sono e não metaboliza nem meia folha de alface.
Faço uma tempestade num copo d'água (ainda bem que reconheço) quando vejo algo meu fora do lugar e um show dígno da Isabelita dos Patins, quando minha prima num infeliz momento sugere que talvez eu não vá casar. COMO ASSIM EU NÃO VOU CASAR?! Se ela tivesse falado isso durante as três primeiras semanas do mês, meu "eu feminista" teria batido o martelo (do Thor!) vigorosamente, mas nessa semana não podeee!!! Na minha semana "nervos a flor da pele" sou uma mulher romântica, que quer casar, ter filhos, uma linda e feliz rotina e ser feliz pra sempre. Eu disse filhos? Ok, peguei pesado. Uma linda e feliz rotina sem filhos!
Sou aquela que chora copiosamente por ver o quão desigual é o mundo e porque deu bolinha no meu esmalte!!!
Sorrio porque amo a liberdade, mas praguejo esses melosos-casais-felizes-de-capa-de-revista (aain, larga ela e fica comigo, sou muito mais legal!). Cultuo o single way of life, mas quero um amor (amor maior que eeeeu!!!). Amo e odeio em frações de segundo. Bipolaridade? Loucura? Talvez uma pequena dose dos dois, mas pra ficar bonito (e mais desesperador), disforia luteal, em bom e claro português, TPM DA BRABA!
Sou a linda e desagradável moça que por pouco (muito pouco mesmo) não sai pelas ruas com uma motoserra em punho, aterrorizando a todos, mas que depois de pensar melhor (pra compor a personagem teria de usar uma máscara ri dí cu la e uma roupa super over! Xapralá!) vai se empanturrar de chocolate.
Sou a mulher tpm. O (des)prazer é todo seu!

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Tolice é viver a vida assim...

Alguém já reparou que depois de certos sábados eu sou o ser humano mais serelepe desse mundão de meu Deus?!
É tão bom sair e rever amigos e ouvir música alta e dançar do jeito que você quiser (mesmo que pareça uma pata no cio) e sentir os ares da madrugada e ... e ... aaaaaaain é tão bom!
Engraçado como algumas pessoas entram inesperadamente em nossas vidas e saem antes que terminemos de pronunciar "can'takemyeyesofyou"... mas e daí? Te fez bem? Tem boas recordações pra te fazer relembrar sempre e enxer o saco da amiga? É só isso que importa minha filha! As vezes a gente sabe que aquela pessoa vai ser como uma chuva de verão em sua vida, mas quem nunca saiu feito louco pra debaixo do toró e voltou pra casa morrendo de rir com a roupa enxarcada? É esse o grande barato de viver! Aproveitar tudo, principalmente quando sabe que aquilo tem data predeterminada pra acabar. Aproveite a expressão de bobo, as "declarações" que insuflam seu ego, aproveite as letras das músicas (principalmente quando são dedicadas à você), aproveite as borboletas no estômago, aproveite o encanto que cada momento pode te proporcionar. É tão maravilhoso ter boas histórias pra contar e lembrar de alguém que mesmo distante, mesmo que tenha saído da sua vida, ainda te faz abrir um sorrisão idiota.
Viva enquanto há vida e mesmo que ela seja eterna, viva intensamente.
Sei que comparando esse post ao meu penúltimo, estou sendo ridiculamente redundante, mas tô nem aí pra hora do Brasil, se divido meus momentos sorumbáticos com esse amigo imaginário, nada mais justo que espalhar aos quatro cantos minha euforia (infundada? aain, já disse que "tô nem aí?). No mais (estou indo embora babyy!) não quer ler, um beijo na testa.
O fato (hehe) é que não sei do meu dia de amanhã, mas sinceramente não espero por nada (sim, eu tenho auto controle!), a vida é que me surpreende e se ficar na dela dessa vez, é porque outras surpresas novas e imensamente felizes estão para surgir!
Iludir-se é decisão e partindo desse princípio, por que não apaixonar-se por uma aventura? Vale a pena sim, tudo que te faz bem vale a pena ... viver SEMPRE vale a pena!