- Sei lá mãe, faz na que tem furo.
- Mas na quadrada ele apronta mais rapidamente.
- Então faz na quadrada, mãe.
- Tá bem.
Vou explicar para que faça um pouco mais de sentido:
Na sexta foi meu último término com meu ex (ok, ok, pode rir). Tentamos nos dar diversas chances pra reconstruir nossa relação, mas muita gente se meteu, muitos erros foram agregados aos que já existiam e o amor foi se perdendo; acabou de vez, de verdade, sério. De março pra cá foram exatamente cinco términos (aaah, tá de sacanaagem!) e o mais estranho é que todos eles me fizeram sentir muita dor, por mais calejada que eu esteja, doeu de verdade e ainda dói. O que mudou dessa vez com essa "experiência" foi a forma de externar essa dor, sinto-me um pouco mais madura, mais tranquila e mesmo que eu sinta que seja o fim do mundo (um pouco tranquila eu disse), ninguém liga pra isso, a pobreza no continente africano continua eminente, as tartarugas do Nordeste continuam morrendo depois de engolir sacolas plásticas lançadas ao mar e as criancinhas do INCA continuam a fazer quimioterapia e lutar por suas vidas.
Mas eu tô aqui. O coração apertado (de novo). Saudade louca. Solidão que me agarra. Pra mim é o maior problema do mundo sim! E a chuchuzinha da minha mãe fazendo de tudo pra que eu não me sinta só (inclusive mantendo diálogos sem noção, só pra eu não ficar calada); fez bolo pra engordar as mágoas e me deu mimo até que as lágrimas secassem; tanto chamego me remeteu a um comercial da Dona Benta (farinha de trigo) em que as bolotas de farinha batem um papo. Minha mãe é minha bolota-de-farinha-de-trigo-que-tenta-alegrar-minha-vida preferida (oi?!) ... aain fofonilda!!!
Pra quem não lembra aqui está o vídeo:
(Fala sério, não é de enxer o coração de farinha, quer dizer, de amor?! Aaain ...)
