Preciso de férias. Mas não férias do trabalho (huum...), ou férias das pessoas, não é isso que me atrapalha. Quem faz da minha vida o céu ou o inferno sou eu. Preciso de férias de mim! Não pensem que tirar férias de si é deixar-se de lado, muito pelo contrário! É dar o seu melhor para se sentir bem, mas esquecendo o padrão de beleza inatingível que você mesmo incutiu em sua mente. É lembrar das frustrações, mas se não conseguir tomá-las como aprendizado, não deixar ao menos que elas te traumatizem. É sentir a dor de uma paixão não correspondida, mas se esforçar para que esse sentimento platônico passe logo, inves de infantilmente alimentá-lo. É deixar de lado a neurose de NÃO PROCURAR UM AMOR (apesar da paixonite, eu realmente me forço a NÃO encontrar ninguém), porque dessa forma a dor será muito mais constante, já que o subconsciente busca por alguém imperfeito, alguém por quem não se apaixonar e dessa forma nunca dará certo mesmo! Isso significa relaxar, deixar rolar, se não apareceu ótimo, se apareceu, seja bem vindo! É deixar de lado os antigos amores, não cultivar mágoas e desejar a mesma felicidade que se quer para si.
É disso o que eu preciso! Sombra e água fresca. Férias das minhas próprias amarras, das minhas más inclinações, dos maus pensamentos, férias do sofrimento que eu teimo em deixar que se aproxime. Não quero maaaais! Tá decidido. A partir de agora, férias de mim. Se quiser me encontrar, estarei ali na beira da praia, deitada na rede mais distante, bebendo água de coco e só curtindo o barulho das ondas, sem mais tentar nadar contra a maré...
p.s. A propósito, feliz ano novo ;)
Pra escutar e desanuviar: