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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Escolha errada

Estive vendo a página de uns conhecidos que se formaram depois de mim. Senti um misto de alegria pelo sucesso profissional deles e decepção pelo meu caminho na Fisioterapia ter sido tão desastroso. Eu poderia ter lutado pela minha profissão, mas reflito e procuro um meio plausível para impulsionar a vontade de lutar sem sentir amor pelo objeto final da batalha. É louco, eu sei. Mas me formei em uma profissão a qual não sinto o mínimo prazer em trabalhar... é um curso deveras "pesado", difícil e foi imensamente caro; mas eu só não parei na metade do caminho por incentivo da minha mãe. Ela dizia: "-Mais vale um diploma na mão, que graduação nenhuma" ... ela devia estar certa, mas francamente, até agora não tive nenhum bônus por portar esse diploma. Para não dizer que não me interessei por nenhuma área, Fisioterapia Obstétrica era minha menina dos olhos; mas eu me decepcionei. Me decepcionei com a falta de incentivo à área no Rio de Janeiro, me decepcionei com o preconceito com que os leigos vêem minha profissão, me decepcionei com o piso ridículo que o fisioterapeuta tem nessa cidade... eu poderia lutar, vestir a camisa, ir para a rua de cara pintada, buscar formação fora do Rio ... mas até lá quem pagaria minhas contas, compraria minhas roupas, financiaria minha dança?! Você?! Não, né?!
O triste fato, é que eu sou movida à paixão e pela profissão que eu erroneamente escolhi, ela não é suficiente pra eu suar a camisa. É uma pena. Por vezes, me sinto uma fracassada por isso. Mas será que forçar a barra me faria mais feliz?!
De qualquer forma, o "curso" da minha vida está mudando ... desde a escola, sou boa em humanas e pensar que posso ter uma segunda chance agora; de forma madura estudar n'uma outra faculdade, a profissão que eu estou disposta a levar para a vida, é consolador. É aliás, mais que consolador, é um dos motivos no qual eu tenho me agarrado pra não perder a sanidade e acreditar dessa forma, num futuro feliz, na vida livre e equilibrada que eu sempre quis ter.
Mas assim, de verdade? De verdade mesmo?! Se eu pudesse, investiria todas as minhas forças na dança, ah, isso sim me deixa taquicárdica, com um sorrisão nos lábios, com vontade aprender e aprender sem parar ... mas os pezinhos precisam estar no chão, afinal de contas a vida não é um conto de fadas. E eu nunca deixarei de dançar. Enfim, chega de lamúrias pelo investimento que não saiu como o planejado, foco (e amor!) no próximo e pezinhos no chão, sempre de sapatilhas de dança, mas no chão ... entretanto nunca fincados, para que vez ou outra eu possa desfrutar da liberdade de voar e sonhar.