terça-feira, 20 de março de 2012

Tristeza

Cansada de viver ... tá tudo tão difícil e eu tô farta de lutar.
Tô procurando emprego e terei de largar a dança.
Vou ligar pra terapeuta e voltar pra Umbanda, caso contrário, surtarei de verdade.
Tô triste.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Não Tô A Fim ...

Será que algum dia eu não precisarei mais de terapia? Será que algum dia eu terei coragem pra começar a terapia? Será que serei um quarentona impulsiva e perigosa?
Sei lá, vou dormir e rezar pra acordar no céu dos doces que não engordam. Se eu acordar em qualquer outro céu, já tá de bom tamanho. Ok, qualquer lugar que não seja o planeta Terra, tá perfeito!
Vou mudar (de novo) o nome e o visual do blog e meter a cara no twitter.
Vou dormir sem dar boa noite, que tô de tpm.

Da Série:

"Questões que Desafiam a Humanidade"

Você começou a namorar com a moça sabendo que ela era daquele jeito, se quer alguém diferente, não faz mais sentido procurar a mulher dos seus sonhos do que tentar modificar a que você tem?

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Vida Frágil

Estive refletindo no quão frágil é a vida. Que divergências sociais ou raciais na verdade só diferenciam o ser humano superficialmente; com mais ou menos dinheiro, mais ou menos beleza (que é só uma questão de gosto), mais ou menos qualquer outra coisa, todo mundo sua, sangra, chora, sofre, cai, morre e apodrece.
Por mais que sejamos seres em evolução e essa seja uma das tantas encarnações a qual teremos de passar (eu acredito), vejo que cada existência é única. Nenhum momento será como o outro, nenhuma dança será igual, cada beijo será único (mesmo que seja dado na mesma pessoa) e cada dia, pertencente ao passado ou ao futuro, será um presente (bah, mil clichês!).
Pensemos na preciosidade que é o tempo e na quantidade de alegria que perdemos ao falar da vida alheia, ao invejar o próximo, ao implicar com alguém sem nem mesmo saber o motivo. Sejamos espertos e passemos a dar valor à nossa vida, honrando-a com a maior quantidade possível de sorrisos, um incontável número de abraços e uma inesgotável enxurrada de felicidade.
Viver não fácil, então façamos valer a pena.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

I wish

Queria viajar pelo mundo, conhecer novas culturas, pessoas bonitas, intelectualmente interessantes e aventureiras.
Queria ter muitas tatuagens, me sentir bem em qualquer roupa, dançar samba de gafieira como a Sheila Aquino e ser safa em andar de moto.
Queria morar perto da praia, ter um emprego de meio período em que eu ganhasse o suficiente para viver bem, falar fluentemente ao menos três idiomas e não ter problemas para visitar minha família sempre que eu quisesse.
Queria ser voluntária na África, aprender Flamenco na Espanha e ser intercambista em Londres.
Queria me sentir feliz e conformada com tudo o que tenho, não precisar de terapia pra controlar minhas crises existenciais e jamais me arrepender de todos os erros que cometi e também das oportunidades que deixei de aproveitar pela imaturidade ou medo de tentar.
Queria ser esse ser humano que eu tenho todo potencial para ser, mas não faço idéia de como me tornar.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Escolha errada

Estive vendo a página de uns conhecidos que se formaram depois de mim. Senti um misto de alegria pelo sucesso profissional deles e decepção pelo meu caminho na Fisioterapia ter sido tão desastroso. Eu poderia ter lutado pela minha profissão, mas reflito e procuro um meio plausível para impulsionar a vontade de lutar sem sentir amor pelo objeto final da batalha. É louco, eu sei. Mas me formei em uma profissão a qual não sinto o mínimo prazer em trabalhar... é um curso deveras "pesado", difícil e foi imensamente caro; mas eu só não parei na metade do caminho por incentivo da minha mãe. Ela dizia: "-Mais vale um diploma na mão, que graduação nenhuma" ... ela devia estar certa, mas francamente, até agora não tive nenhum bônus por portar esse diploma. Para não dizer que não me interessei por nenhuma área, Fisioterapia Obstétrica era minha menina dos olhos; mas eu me decepcionei. Me decepcionei com a falta de incentivo à área no Rio de Janeiro, me decepcionei com o preconceito com que os leigos vêem minha profissão, me decepcionei com o piso ridículo que o fisioterapeuta tem nessa cidade... eu poderia lutar, vestir a camisa, ir para a rua de cara pintada, buscar formação fora do Rio ... mas até lá quem pagaria minhas contas, compraria minhas roupas, financiaria minha dança?! Você?! Não, né?!
O triste fato, é que eu sou movida à paixão e pela profissão que eu erroneamente escolhi, ela não é suficiente pra eu suar a camisa. É uma pena. Por vezes, me sinto uma fracassada por isso. Mas será que forçar a barra me faria mais feliz?!
De qualquer forma, o "curso" da minha vida está mudando ... desde a escola, sou boa em humanas e pensar que posso ter uma segunda chance agora; de forma madura estudar n'uma outra faculdade, a profissão que eu estou disposta a levar para a vida, é consolador. É aliás, mais que consolador, é um dos motivos no qual eu tenho me agarrado pra não perder a sanidade e acreditar dessa forma, num futuro feliz, na vida livre e equilibrada que eu sempre quis ter.
Mas assim, de verdade? De verdade mesmo?! Se eu pudesse, investiria todas as minhas forças na dança, ah, isso sim me deixa taquicárdica, com um sorrisão nos lábios, com vontade aprender e aprender sem parar ... mas os pezinhos precisam estar no chão, afinal de contas a vida não é um conto de fadas. E eu nunca deixarei de dançar. Enfim, chega de lamúrias pelo investimento que não saiu como o planejado, foco (e amor!) no próximo e pezinhos no chão, sempre de sapatilhas de dança, mas no chão ... entretanto nunca fincados, para que vez ou outra eu possa desfrutar da liberdade de voar e sonhar.

domingo, 6 de novembro de 2011

...

"Corte-me o dinheiro e ainda assim te amarei.

Corte-me o alimento e ainda assim te amarei.

Corte-me o vestir e o calçar e ainda assim te amarei.

Corte-me a vaidade e o orgulho e ainda assim te amarei.

Só não corte-me as asas, pois sem elas não sobrará vida em mim, para que eu possa te amar."