Até aonde o amor do outro é verdadeiro? Até aonde é amor mesmo? Amor transpõe barreiras, passa por cima da opnião de qualquer pessoa, passa por cima dos defeitos, do orgulho, da vaidade, dá uma, duas, cem chances. O amor pode não esquecer ou esconder cicatrizes, mas perdoa e acredita em modificações. Quando eu amo sou assim mesmo, exagerada, apaixonada.
Já perdoei tantas vezes. Perdoei faltas graves, faltas que sangraram o coração e forcei a cicatrização. Já passei vergonha, passei por burra, passei o tempo pra esquecer e depois ... perdoar. E no meu primeiro erro realmente grave, eu que tanto relevei e dei votos de confiança, não fui perdoada. Vítima? Estou longe disso. Ninguém nesse mundo é vítima, todos têm um pouco de culpa por tudo o que acontece, mas também estamos longe de sermos algozes. Todo mundo carrega um pouco do bem e do mal. Todo mundo é branco e negro, céu e inferno. Eu não sou diferente. Não mereço maldade, não mereço indiferença.
Amo e por amar sinto dor. Amo e por amar, não me conformo. Amo e por amar, tentaria quantas vezes fosse, porque enquanto existe amor, tá longe de ser o fim.
Amor próprio está muito longe disso.
Eu tenho certeza do que sinto ... sempre tenho certeza de tudo o que sinto. Mas acho que quem não sente e não tem coragem pra admitir busca e espera um fato para que este torne-se derradeiro. Quem não ama está sempre esperando uma desculpa, seja ela realmente boa (como aconteceu comigo) ou não, pra pular fora. Mas passa o tempo, um mês ou um pouquinho mais, novas bocas beijam as nossas, novos corpos juntam-se aos nossos, recebemos outras declarações de amor, outros perfumes, tudo novo de novo e é quando percebe-se que foi bacana, mas não complementou ... hora do arrependimento e da saudade.
O amor é sempre maior que qualquer coisa e essa definição me acompanhará até o fim dos meus dias na Terra.
p.s. Isso, terminei namoro. Errei feio, me arrependi, pedi perdão, mas não fui perdoada... O amor? O meu tá aqui querendo ficar, querendo acalento e chorando por ter de ser sacrificado. O dele? Sei não, meu bem ...
Fica a dor, a vontade de sumir, o vazio, a solidão, mas fica também a lição.
